27 de março de 2020

Estresse em gatos e cachorros na quarentena: como lidar a situação

Se preferir, ouça a matéria:

Ficar em casa e ao mesmo tempo fazer seu pet gastar energia sem precisar ir para rua. Essa é a realidade de muitos tutores que podem manter o isolamento social neste período para conter o Coronavírus. Se esse é seu caso, preste atenção nestas dicas para evitar que a falta de passeios cause estresse em gatos e cachorros na quarentena.

SAIBA MAIS: DICAS PARA UMA BOA CONVIVÊNCIA COM CÃES E GATOS EM CASA

Tanto para humanos como para os animais, esse período pode ser aproveitado para estreitar a relação. Passar mais tempo juntos permite conhecer melhor os hábitos dos pets e também oferecer mais atenção e cuidado. Já que, às vezes, a correria do dia a dia dificulta esse contato.

Mas, se mesmo assim os animais se comportam de maneira diferente, é bom prestar atenção para garantir que não haja nenhum problema. Veja a seguir, quais comportamentos exigem que você ligue o sinal de alerta.

Sintomas de estresse em gatos e cachorros na quarentena

Diante de situações como essa, em que cães e gatos passam por mudanças em sua rotina, eles podem ficar estressados e isso levar a quadros de depressão. Por isso, é preciso ficar atento aos sintomas que os pets demonstram quando estão passando por momentos em que a saúde mental fica prejudicada. 

A seguir, apresentamos sete sinais que podem ser sinalizar estresse em gatos e cachorros na quarentena.

1 – Orelhas caídas

No caso dos cães, quando a posição de suas orelhas muda e elas ficam mais tempo voltadas para baixo, é preciso monitorar seu comportamento para identificar outros sinais de estresse.

2 – Miados em excesso

Quando os felinos mudam hábitos e começam a miar com mais frequência, pode ser um sinal de que não estão confortáveis com alguma situação e com níveis de estresse alterados.

estresse em gatos e cachorros na quarentena

3 – Vômitos, diarreia ou alergias

Caso surjam algumas destas alterações na saúde de cães e gatos e o Médico Veterinário não tenha encontrado causa aparente, é provável que eles estejam estressados.

SAIBA MAIS: CONHEÇA AS REAÇÕES ALÉRGICAS MAIS COMUNS EM CÃES E GATOS E COMO TRATAR

4 – Perda de pelos

É comum os animais trocarem o pelo. Porém, quando a queda é excessiva, pode ser sinal de estresse e depressão nos pets.

5 – Lambidas em grande quantidade

Gatos têm por hábito lamber a pelagem várias vezes no dia. No entanto, se eles ou os cães passam a fazer isso de forma repetitiva é preciso mais atenção. Afinal, qualquer mudança de comportamento pode ser o início de um quadro de estresse ou depressão.

6 – Comportamento agressivo

O estresse pode levar os animais a comportamentos mais agressivos. Entre eles estão rosnadas, mordidas e arranhões. Quando passam a acontecer repentinamente podem servir para ligar o alerta.

7 – Ignora a presença de humanos e seus presentes

Mesmo sendo mais individualistas, os gatos têm momentos de interação com os humanos. Se isso acontecer com os felinos ou se os cães ignoram a presença dos tutores, podem estar estressados. Da mesma forma, podem fazer pouco caso de presentes, brinquedos ou petiscos que você ofereça para eles.

Caso você identifique que seu cão ou gato apresenta algum dos sintomas acima, o primeiro passo é levá-los ao Médico Veterinário. Somente o especialista poderá fazer um diagnóstico correto e orientar sobre o melhor tratamento.

Mesmo com as restrições de circulação, atendimentos em clínicas e consultórios veterinários podem ser feitos. Sempre respeitando às orientações de higienização necessárias para evitar a contaminação pelo Covid-19.

estresse em gatos e cachorros na quarentena

Além disso, o cuidado profissional deve ser acompanhado de uma rotina com momentos de interação entre pets e humanos. Da mesma forma que algumas brincadeiras para distraí-los.

 Principais dicas para distrair seu pet durante o confinamento

1 – Coloque alguns petiscos ou um pouco de ração em uma garrafa pet ou outro recipiente que se encaixe nessa atividade. Antes de dar para ele brincar, faça furos que permitam a saída do alimento.

2 – Faça um minicircuito com obstáculos por onde ele passa. Dessa forma, você desperta o interesse do felino ou do cão com almofadas, cadeiras, galões de água e caixa de papelão pelo caminho. 

3 – Escolha uma hora do dia para massagear e outra para escovar o pelo do seu pet. Isso reduz a ansiedade de querer sair e ainda fortalece o vínculo entre vocês.

4 – Que tal ensinar novos truques? Se ele ainda não atende aos comandos de sentar, ficar ou dar a patinha, esse é um bom momento para treinar. Assim, você ajuda ele a passar o tempo e oferece mais atenção.

5 – Se o pet só faz as necessidades na rua, faça saídas rápidas e em momentos de menos movimento. Na volta, higienize as patinhas e o focinho do animal.

6 – Para aqueles que curtem roer, quando entediados podem aumentar esse hábito e recorrer a móveis e calçados. Para evitar isso, providencie ossos e mordedores específicos para eles. Na falta desses itens, cenouras também podem ser úteis.

© LABGARD SAÚDE ANIMAL BE220