18 de outubro de 2019

Vermes em cães e gatos: descubra tudo para combater a giardíase

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A presença de vermes em cães e gatos é uma preocupação constante para os donos dos pets. Principalmente porque, quando não tratadas corretamente, as contaminações têm chance de prejudicar a saúde dos animais de maneira geral. Podendo, inclusive, levá-los à morte.

Mas para que os pets estejam sempre saudáveis, os cuidados que recebem, os ambientes onde circulam e a alimentação são muito importantes. Nesta lista, ainda estão as consultas periódicas com Médicos Veterinários e hábitos que podem ser adotados no dia a dia.

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Por isso, a seguir apresentamos 10 perguntas e respostas que ajudam a identificar a presença de vermes em cães e gatos. Também falamos sobre como mantê-los livres da giardíase, uma das verminoses que mais atinge os animais e que pode ser transmitida para os humanos.

O que você precisa saber sobre vermes em cães e gatos

Confira a seguir as principais perguntas sobre vermifugação, giardíase, formas de prevenção e tratamento das verminoses.

1 – O que são verminoses?

As verminoses são doenças causadas por parasitas que se alojam no organismo dos animais e também de humanos. Podem ser identificados no intestino, estômago, esôfago, coração, pulmão e rins. No caso de cães e gatos, existem vários tipos de vermes que causam as verminoses. Sintomas e consequências da contaminação dependem do tipo de parasita e do local onde está alojado.

2 – Qual o perigo dos vermes em cães e gatos?

Como esses parasitas se aproveitam de outro organismo vivo para sobreviver, cães e gatos servem de abrigo para eles. Enquanto estão hospedados nos animais, vão degradando sua saúde e podem provocar problemas graves como anemias, perdas de sangue, convulsões e ruptura intestinal.

3 – De quanto em quanto tempo os pets precisam ser vermifugados?

Antes mesmo dos pets nascerem, as fêmeas prenhes precisam ser vermifugadas para evitar a transmissão transplacentária de vermes para as crias.

Quando filhotes, também precisam ser protegidos. Para os cães, a primeira dose de vermífugo deve ser dada nos primeiros 15 dias de vida. Já para os gatinhos, a indicação é que aconteça a partir do primeiro mês. As quantidades devem ser proporcionais ao peso dos filhotes e conforme orientação do Médico Veterinário

Depois desta fase, pelo resto da vida a vermifugação deve ser periódica. A cada quatro meses eles precisam de novas doses do medicamento para se manterem saudáveis. No caso dos bichanos, se eles passam mais tempo na rua e convivem com outros felinos, pode ser necessário aumentar a frequência das doses.

Em todas as situações, o indicado é consultar um Médico Veterinário antes de dar qualquer medicamento para os animais. Ele vai orientar sobre a dosagem correta e o tempo de intervalo entre uma vermifugação e outra.

4 – O que é giardíase?

A giardíase é uma verminose causada pela proliferação do protozoário Giardia Lamblia. Na maioria dos casos, ela é assintomática e, por isso, os donos nem sempre percebem quando os animais estão contaminados. 

SAIBA MAIS: PREVENÇÃO À GIARDÍASE – COMO MANTER CÃES E GATOS LIVRES DA DOENÇA

5 – Quais os principais sintomas da giardíase?

– Cólicas e dores abdominais

– Diarreia

– Fezes amolecidas e esverdeadas

– Fezes com sangue ou muco

– Perda de peso

– Apatia

– Tristeza

– Náuseas e vômitos

– Pelos fracos

– Desidratação

6 – Quais as formas de comprovar a contaminação por Giárdia?

Assim como os outros vermes que atingem cães e gatos, a Giárdia spp. pode ser detectada de diferentes formas. Sintomas como apatia, fezes amolecidas com muco, coloração esverdeada e com traços de sangue podem ser sinais da Giardíase. O diagnóstico pode ser confirmado também através de exames laboratoriais. Se perceber alguns desses sintomas, procure um Médico Veterinário. A recomendação dos especialistas é que sejam colhidas três amostras no intervalo de uma semana para garantir mais precisão no resultado.

7 – Como é o desenvolvimento do protozoário após a contaminação?

Assim que o pet ingere os protozoários eles são liberados em seu intestino. Nesse momento ocorre a fissão binária, o que significa a fixação de algumas formas na mucosa do intestino e a eliminação de outras pelas fezes, já evoluídas para cistos.

Estes cistos expelidos pelos hospedeiros se mantêm ativos por vários meses. Por isso o contato com esses ambientes não higienizados é perigoso.

Principalmente porque o período de incubação do protozoário é de uma a quatro semanas e a doença nem sempre apresenta sintomas. Então, cães e gatos podem estar contaminados e transmitindo a doença para o ambiente sem que isso sequer seja percebido.

8 – Como evitar a contaminação por Giárdia?

Uma das formas mais comuns de contágio é quando o pet ingere água ou alimentos contaminados pela Giárdia ainda em sua fase cística que são eliminados pelas fezes dos animais que possuem os vermes. Por isso, uma das melhores formas de prevenir a proliferação do protozoário é cuidar da higiene em todos os ambientes que cães e gatos transitam. 

Dessa forma, é importante realizar o tratamento simultâneo de todos os cães e gatos que compartilham o mesmo ambiente. Outra dica que pode ser aproveitada é o banho em todos os pets, antes e após o tratamento. Isso ajuda a remover eventuais cistos que tenham sido eliminados nas fezes e estejam no pelo e pele dos animais. No último dia de tratamento é adequado retirar cães e gatos do ambiente contaminado para fazer a limpeza do local. 

Além disso, em casos onde a detecção de giardíase é frequente, os donos dos pets também precisam ficar atentos à saúde. Afinal, a doença é uma parasitose intestinal que também pode ser transmitida para os humanos.

9 – Qual o melhor tratamento para giardíase?

Os vermífugos são os medicamentos mais indicados pelos Médicos Veterinários tanto para tratamento como prevenção da giardíase. Entre os mais eficazes está o Giardypet. Principalmente para fazer a rotação de vermífugos e evitar resistência dos vermes a outros princípios ativos. Isso é garantido por meio de sua fórmula que reúne Febendazol e Praziquantel. Além disso, o remédio é palatável, com sabor de carne para facilitar a aceitação pelo animal.

Além de combater a Giárdia spp., o Giardypet é indicado para tratamento e controle de parasitoses causadas por vermes redondos e chatos que afetam o trato gastrointestinal dos animais. Outra vantagem é que apresenta larga margem de segurança. Por isso, pode ser oferecido às fêmeas prenhes ou no período de amamentação. Quando as fêmeas estão esperando filhotes, esse cuidado é necessário para evitar a transmissão transplacentária dos parasitas para os bebês.

10 – Após tratar um animal para giardíase, é preciso repetir o tratamento para garantir a cura?

Quando os pets já estão contaminados pela Giárdia, um único tratamento se mostra eficaz para eliminar os vermes. No entanto,  prevenção deve ser frequente para evitar as recontaminações, comuns de acontecerem. Principalmente se os animais vivem sob más condições de higiene e alimentação.

SAIBA MAIS: VERMÍFUGOS – OS PETS PRECISAM DELES

Além da higiene permanente do seu pet, do ambiente onde ele transita e de sua casa, manter consultas periódicas com o Médico Veterinário e as vacinas em dia são essenciais para garantir a saúde de todos.

Como a prevenção é sempre a melhor forma de combater a Giardíase, mantenha também bons hábitos de higiene. Lavar as mãos após ir ao banheiro e antes das refeições e descartar as fezes dos pets no vaso sanitário ou no lixo orgânico são essenciais para manter todos protegidos.

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