2 de outubro de 2019

Reações alérgicas em cães e gatos: conheça as mais comuns e como tratar

Um dos motivos mais comuns das consultas veterinárias são as reações alérgicas em cães e gatos. Pelo menos um em cada cinco animais atendidos nos consultórios apresentam problemas dermatológicos. Reações à picada das pulgas, sarnas, micoses, fatores climáticos e do ambiente estão entre as principais causas destes problemas.

De forma geral, pode-se dizer que as causas que mais irritam os pets são as mesmas que incomodam humanos. Mas é claro que a intensidade dos sintomas e os riscos são específicos em cada espécie.

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Por isso, quando se trata dos animais, somente após a consulta com um Médico Veterinário é que o diagnóstico pode ser confirmado. Assim, é possível apontar o tratamento mais indicado para cada situação.

Principais reações alérgicas em cães e gatos

Dermatite atópica

Pólen, perfumes, produtos de limpeza, ácaros, umidade e até substâncias como o plástico são algumas das causas dessas alergias em cães e gatos. Sua incidência é bem mais acentuada entre os cachorros, mas também pode ser diagnosticada nos felinos. Atinge, em sua maioria, animais geneticamente predispostos a desenvolverem a doença.

Entre os sintomas estão coceira em excesso, descamação e vermelhidão na pele. Para evitar o surgimento da dermatite atópica, o mais indicado é observar o ambiente e seus hábitos para identificar o que desencadeia a reação.

A consulta com um Médico Veterinário é importante para que o diagnóstico correto seja feito. A partir do exame e das informações que o dono do pet fornecer, o especialista pode indicar as formas de tratamento adequadas.

Como se trata de uma desordem genética, é considerada crônica e recorrente. Os períodos mais quentes do ano são onde mais se manifestam. Porém, com diagnóstico preciso e tratamento eficaz, pode ser controlada.

Alergia alimentar

Conservantes, substâncias químicas e até mesmo a ingestão de proteínas podem causar alergias alimentares nos pets. Em alguns casos, a incidência da dermatite atópica também pode estar associada à hipersensibilidade alimentar. Isso porque o fator genético pode favorecer o surgimento das reações.

Os sintomas das alergias alimentares se assemelham aos da dermatite atópica, porém, não são sazonais. Além de prurido intenso em regiões como axilas, orelhas, patas e na face, podem apresentar diarreia, vômito e flatulência. Ou ainda perda de peso, falta de apetite e dor abdominal.

Assim como em todas as vezes que cães e gatos estiverem doentes, o primeiro passo é procurar um Médico Veterinário. É ele quem vai fazer o diagnóstico preciso, indicar o melhor tratamento e até prescrever uma dieta específica para evitar o agravamento da doença.

Depressão ou estresse

Assim como os humanos, os pets podem apresentar comportamentos variados quando submetidos a situações de depressão ou estresse. Em alguns casos os sintomas incluem o desenvolvimento de alergias dermatológicas. Além de ficarem arredios e apresentarem mudanças bruscas de comportamento.

Lambidas exageradas pelo corpo e nas patas também podem ser um sinal de alerta. Em alguns casos, esse comportamento pode levar ao surgimento de feridas.

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Entre as causas mais prováveis para essas reações alérgicas são mudanças na rotina, separação dos donos por longos períodos ou ainda a perda de outros animais com quem convivem.

Para amenizar os sintomas e até prevenir que a depressão ou o estresse se manifestem, o ideal é oferecer a cães e gatos alguns momentos de lazer. Passeios em locais abertos, estímulo à atividade física ou a adoção de outro pet para fazer companhia podem ajudar.

Principais tratamentos para alergias nos pets

Antes de falarmos sobre o tratamento mais indicado para alergias em cachorros e gatos, é importante lembrar que em todos os casos é necessário consultar um Médico Veterinário. Nunca ofereça qualquer medicamento a seu pet sem prescrição de um especialista. Além disso, siga todas as orientações do profissional e não interrompa o tratamento antes do período indicado por ele.

Na maioria dos casos, quando o diagnóstico é de afecções alérgicas, a indicação é para uso de anti-inflamatório esteroidal. Nesta categoria está a dexametasona, base do Dexagard. O medicamento tem ação antialérgica e age também nos casos de dermatoses inespecíficas, eczema de origem sistêmica e atópica e também de inflamações variadas como artrite e síndromes dolorosas, nervosas ou musculares.

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