14 de agosto de 2019

Parasitoses gastrintestinais em ovinos: como prevenir e tratar

Um dos principais objetivos dos criadores de ovelhas é manter os rebanhos saudáveis. Por isso, o controle das parasitoses gastrintestinais em ovinos é tão importante. Quando não observados alguns cuidados, os índices produtivos e reprodutivos podem sofrer quedas significativas.

Entre as perdas que as parasitoses podem causar estão a diminuição no ganho de peso e menor aproveitamento dos alimentos. Consequentemente, isso leva também ao aumento nos custos com o tratamento dos animais, devido à necessidade de vermifugações constantes.

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O surgimento das parasitoses está diretamente ligado a fatores como condições ambientais de temperatura e umidade. Bem como às características das pastagens. Quando não adequadas à criação de ovinos, se tornam favoráveis ao desenvolvimento de parasitas e contaminação dos animais.

Cabe atenção também para alguns grupos de ovinos que se tornam mais suscetíveis à contaminação pelas parasitoses. Entre eles estão fêmeas em período de amamentação e filhotes recém desmamados. Com maior propensão às verminoses, podem apresentar anemia, emagrecimento, papeira e diarreia.

Outro fator que contribui para o surgimento de parasitoses é a nutrição deficiente do rebanho. Quando bem alimentados, os ovinos desenvolvem uma resistência natural à contaminação.

Prevenção às parasitoses gastrintestinais em ovinos

Como é praticamente impossível exterminar por completo os parasitas do ambiente, o convívio dos rebanhos com eles é inevitável. Por isso, é importante que algumas técnicas de manejo sejam preservadas para garantir o equilíbrio.

Existem várias alternativas para alcançar esta harmonia e tudo depende do tipo de manejo que as propriedades suportam e necessitam. Entre eles destacam-se o controle das pastagens e dos animais, conforme veremos a seguir.

Controle das pastagens

– Reduzir a permanência dos animais em áreas úmidas dos pastos.

– Alternar o pastoreio com bovinos e equinos adultos.

– Manter no confinamento animais mais sensíveis, como filhotes e fêmeas em lactação.

– Escolher forrageiras com pastagem acima de 15 cm, pois as larvas se concentram em até 5 cm do solo.

– Evitar pastos nos ambientes onde os animais passam a noite. O ideal é que os pisos sejam de cimento ou areia.

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Controle dos animais

– Manter uma alimentação equilibrada e adequadas para os ovinos.

– Fazer planejamento da alimentação em todas as épocas do ano.

– Seguir o calendário de vacinação.

– Separar o rebanho por categorias em locais diferentes da pastagem. A seleção pode ser por idade, condições fisiológicas e suscetibilidade à contaminação.

– Fazer o controle dos animais resistentes aos parasitas e mantê-los sempre no rebanho.

– Fazer a vermifugação periódica do rebanho.

Atenção ao tratamento correto das parasitoses gastrintestinais em ovinos

A verminose gastrintestinal é considerada o principal problema enfrentado pelos criadores de ovinos, e a utilização de métodos inadequados no combate a parasitoses desse tipo em ovinos pode gerar resistência aos medicamentos. Por isso, antes de medicar os animais, é importante buscar a orientação de um Médico Veterinário.

O controle parasitário por meio de vermífugos comerciais é a forma mais comum de tratamento dos animais infectados. Um dos mais eficazes é o Rumizole-F, um anti-helmíntico de amplo espectro e imunoestimulante. Sua aplicação é segura a todo rebanho, até mesmo para as fêmeas em processo reprodutivo.

A medicação é apresentada em forma de injeção subcutânea e possui fórmula à base de fosfato de Levamisol. Também é indicado para eliminação de vermes pulmonares em ovinos e bovinos.

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