8 de março de 2019

Mastite bovina: descubra o que é e como fazer o tratamento

Para os produtores de gado, a boa saúde de todo o rebanho é uma preocupação constante. Isso porque os impactos econômicos causados por doenças podem ser significativos para a produção. Nesta lista de enfermidades está a mastite bovina, um processo inflamatório nas glândulas mamárias das vacas causado por microrganismos.

Quando detectada, esta enfermidade é ainda mais preocupante porque é contagiosa e pode ser facilmente transmitida de um animal para outro. Isto porque sua prevalência tem relação com os fatores ambientais e as condições de manejo.

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Existem duas formas de manifestação da mastite em bovinos: clínica e subclínica. A seguir, apresentamos as características de cada uma.

Tipos de mastite bovina

Mastite clínica

Neste tipo de mastite bovina os sinais clínicos inflamatórios se manifestam nos tetos e nos úberes. Também apresenta alterações visíveis no leite, como aspecto aquoso e secreção de pus. Febre, perda de apetite e queda na produção de leite também são percebidos. Estes sinais clínicos variam de acordo com o nível da doença, que pode ser leve, moderado ou agudo.

O nível leve apresenta alterações no leite, como grumos e traços de sangue. Pode ocorrer em qualquer fase da lactação.

O nível moderado apresenta, além das alterações no leite, sinais clínicos como inchaço, vermelhidão, endurecimento e edema em um ou mais tetos. Também pode se manifestar em qualquer fase da lactação.

O nível agudo apresenta todas as características dos níveis leve e moderado e ainda febre e outros sinais como pulsação fraca, olhos fundos, fraqueza e anorexia. Neste grau a doença pode levar o animal à morte. A manifestação da mastite clínica aguda ocorre geralmente no período pós-parto até o pico de lactação.

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Mastite subclínica

Neste tipo de manifestação há ausência dos sinais clínicos de inflamação ou de alterações na qualidade do leite. Mesmo assim, são percebidas a queda na produção e aumento das células somáticas, identificada através de exame específico, o California Mastitis Test (CMT).

Como prevenir a mastite bovina

O manejo correto dos animais e a higiene dos ambientes em que transitam são as principais formas de prevenir a mastite. Por isso, é importante que todos que lidam com o rebanho tenham o treinamento correto para uma ordenha adequada e com os cuidados necessários.

Para evitar a contaminação, é preciso criar uma rotina de cuidados básicos para o pré e o pós-ordenha. Esta prevenção inclui a higiene correta do local de ordenha e também dos utensílios e equipamentos utilizados no processo.

Como as vacas passam boa parte do tempo deitadas, a higiene das camas também deve receber atenção. Além de serem desinfetadas regularmente, as acomodações precisam ter temperatura e umidade controladas. Isto serve para que não haja multiplicação dos microrganismos que causam a mastite.

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Tratamento da mastite bovina

O tratamento para mastite bovina consiste na administração de anti-inflamatórios que podem ser aplicados por via intramamária. Entre as opções disponíveis no mercado, a Labgard desenvolveu o Mast-Best S e o Mast-Best L. O primeiro é indicado para aplicação em animais no período seco e o segundo é para vacas em lactação.

No caso de animais tratados com o Mast-Best S é preciso obedecer algumas orientações sobre período de carência após a aplicação. Para bovinos destinados ao abate, deve-se esperar no mínimo oito dias após a última aplicação do medicamento para os procedimentos serem realizados.

Já aqueles que recebem o Mast-Best L devem ser abatidos somente 30 dias após a última aplicação do medicamento. O leite dos animais tratados com este produto não deve ser destinado ao consumo humano até 4 dias após a última aplicação.

De forma geral, para o tratamento ser eficaz, deve-se seguir algumas orientações. Entre elas, manter as vacas doentes separadas do rebanho, lavar e desinfetar as mãos do ordenhador após o processo de ordenha. Além disso, é indicado realizar exame bacteriológicos do leite três semanas após finalizar o tratamento.

Em todos os casos, é importante sempre consultar um médico veterinário para fazer a avaliação do rebanho, emitir um diagnóstico preciso e indicar o melhor tratamento.

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